O Aconchego Literário
 


Ao Poeta com respeito

Bom...de volta aqui depois de muito tempo...paramos a estorinha no meio....talvez algum dia volte...sei lá...mas isso não vem ao caso agora, venho postar aqui a minha redação pra prova que foi anulada da UniRio....deveria ser uma carta...mas eu escrevi isso...é uma resposta a pergunta: "Como fazer meu filho feliz?" do Drummond....então eu respondi assim:

      O senhor poeta não sabes, pois vou te explicar. Tu queres ver a felicidade de teu filho pelo brilho do olhar, então aprende a enxergar a simplicidade dos gestos e das coisas. Coloca-te no lugar de tua criança e lembra da primeira vez que viste o mar.
      Entenda que o que faz teu filho homem é o te obsvervar. Meça teus atos e palavras, e saiba a hora de xingar. Ensina que teu time é melhor por ser do coração, não pelo fato de ganhar. Cria hábitos novos e regras para as excessões, além de um cachorro ou qualquer outro animal para o menino brincar.
      Inventa novas estórias, acrescenta algumas vírgulas à história e antes de dormir não esqueça de cobrir e dar o beijo. Leva o garoto pra pescar, ensina a não sujar a praia nem qualquer outro lugar. Joga bola, pião, gude e o que mais satisfazer teu menino.
       Por último escreva, pois será o registro físico de tua mente que teu filho poderá guardar. Mesmo com a boa educação e as lembranças de tuas palavras, tem sempre uma pedra no meio do caminho e teu registro é o que ajudará a ultrapassá-la.
       O filho cresce rápido e o homem tem muito medo de errar. Seja humano sempre e aprenda junto com o garoto, mas seja sempre o tronco forte, que no meio da enchente ele possa agarrar. Faze o que tu queres, o que ele quer, o que vós quereis. Sejai felizes juntos.



 Escrito por Pedro Chrismann às 20h36
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De bobo, Sebastião não tinha nada. Sempre sacrificado pela árdua conjuntura de sua região, aprendeu a ser independente desde o momento em que deixou a placenta de lado. Por acaso do destino - dizem uns - mas dizem os crentes ser mais certo por vontade dos Deuses, o menino amarelo desenvolvia uma força sobrenatural para sua idade, e já com seus 11 anos, era motivo de burburinhos entre a vizinhança devido ao seu avantajado sexo.     

O feirante do seu pai, não permitiu que o garoto freqüentasse a escola, dizia que estudo era pra gente que iria ser alguém na vida, mas não era o caso da família Ferreira. O menino comandava a contabilidade da barraca, já que sua inteligência sobrepunha-se à do pai.

A partir do dia em que José deixou a barraca na mão de seu filho pra ir tomar a garapa no bar do Messias, as vendas cresceram em torno de 132%. Ninguém entendia o motivo daquele repentino superávit, quer dizer, ninguém além do mulherame da vizinhança.

Feição rude, corpo semelhante ao de um guerreiro troiano, sua voz parecia mais um trovão. Foi tendo tais características, que Tião começou a descobrir o que era ser homem. Tinha por volta de seus 13 anos quando Lininha assanhou-se sobre a bancada para dizer que o papaia estava tão bonito que iria levar todos os que tivessem na banca.  O feirante hesitou em levar a mercadoria até a casa da freguesa, mas seu vizinho de comércio disse que tomava conta. Bom, o que aconteceu com pequenino fica por conta de casa um...

 Escrito por Pedro Augusto às 15h14
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Considerações Iniciais + Começo da Estória

Essa estória vai ser escrita em conjunto, um trecho pra cada escritor que se reveza. A idéia surgiu inspirada nos folhetins dos jornais do séc XIX. Tentem acompanhar todos os trechos e não se irritem caso não haja um final em cada um deles, é como uma novela. Essa foi a minha consideração inicial, se o Empada tiver mais alguma coisa a falar, ele o fará no próximo post.

             Quantas casas, janelas e portas. Tudo igual se não fossem detalhes numéricos e de estilo. Dentro de uma dessas casas, precisamente na esquina da Av.Central com a Rua Laranjais, nascia uma criança, um menino melhor dizendo, filho de Tupã, Viracocha, Deus, Madalena e José. Normal de tamanho e peso, tinha uma cor já meio amarelada, uma mistura do branco com o índio, do índio português com o índio espanhol. Já tinha um destino próprio, escrito certo por linhas tortas, como bem dizia o ditado, só veio a Terra pra quando voltar à terra fertilizar e servir de alimento para outros.
             Mesmo sabendo da triste realidade que a vida impõe, Madalena e José pareciam radiantes e esperançosos, como se seu
menino fosse um salvador, um iluminado, viam nele seus sonhos ,há muito tempo mortos, ressurgirem e brilharem no olho do filho. Faziam questão de mostrá-lo a todos na vizinhaça e fazer comentários sobre seu porte físico, sua aparência e suas expressões. Certamente iria ser menino inteligente, rapaz trabalhador, que iria buscar sua sorte e confirmaria a certeza dos pais.Porém não botemos os bois na frente da carroça, tudo tem seu tempo, voltemos à criança, que até agora não tinha um nome, família muito humilde queria um que fosse forte e de santo para dar sorte e iluminar o caminho, ficou Sebastião.
             Menino peralta, já tumultuava sua pequena cidade, era o capitão da rua, o presidente da quadra, o primeiro homem a
pisar na lua, desenhada em seu quintal. Na escola aprendia a história, se vestia de Conselheiro, Lampião, Padre Cícero e Dom João, aprendia também a ler, coisa difícil em qualquer lugar, e descobria que somar era melhor que subtrair e que era bom dividir pra multiplicar. Cresceu moleque ainda, logo teve de trabalhar, botar dinheiro em casa pois seu pai não podia mais. Acabou a sua infância no dia em que seu pai o levou à feira pela primeira vez e o fez ajudar, moço novo descobria que sonho não levava à nada, que cansaço por dinheiro era a vida desde que o homem veio do mar.



 Escrito por Pedro Chrismann às 21h29
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tô melancóoolico... rs

Afluentes...

A tua boca é um rio.
Como é belo e suave o seu caudal
extenso e incolor.
E que ternas e envolventes são as ondas
que o invadem e o possuem.

Quero-o desaguado em mim.
Hei-de chamar-lhe meu.

Porque a tua boca é um rio
onde sacio toda a minha sede
onde abarcam todos os meus beijos
onde flutuam todos os meus sonhos.

E quando vier a tempestade
podes guardar-te no porto da minha paixão.
Estará sempre aberto para ti. Talvez
só para ti. Certamente só para ti.

A suave maresia adocicada do teu pescoço,

Faz-me delirar!

Atraco mais uma vez meus lábios,

Poderia descansar agora,

Tu já me fizeste o homem mais feliz!

 

É. A tua boca é um rio.
E como é bom morrer a pouco e pouco
afogado na doçura do teu rio.



 Escrito por Pedro Augusto às 00h06
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só peço que nada perguntem...

Chega de máscaras

Julgava-me poeta.

Todo poeta sabe dar com o amor.

Meu átrio acabou de avisar que não sou poeta.

 

Há quem diga que meus poemas são lindos.

Antes até consentiria,

Mas os últimos são apenas escárnios!

O que de lindo há nisso?

 

Este papel, esta tinta...

São soluções de celulose, tinta e lágrimas.

Porque o amor é exaltado se sempre acaba em sofrimento?

 

A partir de hoje, não sou mais poeta!

Apenas um crítico, um louco, um idiota! Que seja.

Tiro o fardo das palavras bonitas do meu lombo.

 

Tudo depende do quanto de verdade o homem suporta...

Eu só suporto o extra-sentimental,

Da sociedade, da miséria e da alegria cuido eu.

Deixo sentimentos e parte do meu coração pra vocês,

Peguem-nos... os abutres estão rondando.

 



 Escrito por Pedro Augusto às 22h22
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Perdoem-me a cópia de alguns versos de poemas meus já escritos. Na verdade, esse poema foi a síntese das passagens mais importantes de meus poemas que lembrei em sala de aula... espero q gostem...

Insano, mas não tão louco

 

Eis que venho aqui lhes fazer

A crítica conjuntural do que vejo

E nunca falo.

 

Sinto-me algo bem próximo à uma parede:

Ouço, vejo, presencio tudo...

Mas sou inerte!

 

A necessidade que tenho de vomitar meus pensamentos

É grotesca!

Falta-me apenas um dedo na goela.

 

Merda! Porque sou maluco?

A análise dos fatos é o manicômio de meus pensamentos.

Sempre que passo por aqueles obscuros corredores da mente,

Amarrado, segurado, em direção ao choque que cala,

Calo-me...

 

Sou político, sou sonhador, sou apenas uma marionete.

Nessa terra de Barões de contas obesas e

Plebeus de miséria farta,

Sou apenas telespectador nesse meu mundo paralelo.

            De atitudes inimagináveis, onde os poderosos

Não se sensibilizam com a podridão da nação

Nem com sua melhoria

Mas apenas com o superávit de seus monopólios!

 

Megalomaníacos!

Pensem na simplicidade do gesto,

No poder da palavra!

Na importância que sua ação tem no mundo.

 

Abram os olhos! meros expectadores

Do esdrúxulo espetáculo da vida.

Apesar do que fazem,

Eu lhes suplico...

AJUDEM-ME A MUDAR O MUNDO!

 Escrito por Pedro Augusto às 12h53
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Conto I

Depois de Henry Moore ter furado a greve, resolvi romper também e escrevi meu primeiro conto, espero que leiam e comentem....

     Desde pequena sempre gostou de livros. Cresceu lendo de tudo, sempre a devorar o que via pela frente como se os olhos fossem animais insaciáveis por mais letras. Depois de algum tempo percebeu que ficava caro comprar livros novos e se tornou uma amante dos sebos. No começo era só pelos livros, por ter algo para ler, mas depois ia pelo local, pelo cheiro e pela poeira, comprava por adorar as páginas amareladas.
     Perdida uma vez em seu universo com manchas e cheiro forte foi resgatada por um papel, um bilhete, que se encontrava escondido no meio do Morro dos Ventos Uivantes. Era um lembrete, algo como uma agenda precária, com só um dizer: "Encontrar com Cá 19:00 12/08". Sonhadora, logo ficou curiosa sobre quem seriam os dois, porque havia sido deixado o recado dentro do livro, quando a história havia sido lida, enfim, ela imaginava e queria saber de tudo.
     Ao paraíso de páginas e discos usados foi buscar respostas. Não encontrou o que queria, o dono só tinha a informação de que outros dois livros haviam sido deixados com esse por um mesmo rapaz. Pronto, já sabia que era um homem e isso dava asas aos seus pensamentos.
"Acorda, menina, você vai querer ver os outros dois?Acho que ainda tenho aqui."-O homem a cutuca-"Sim,sim por favor". O senhor volta com dois velhos e empoeirados, com capas muito desbotadas que quase não dava pra enxergar os títulos, do jeitinho que ela gostava.
      Primeira vez que não abria algo e ia direto para a leitura, preferia procurar mais pistas, recados. Nos outros livros, não achou nada além de um poema, um soneto para ser sincero, um daqueles que quase ninguém entende. Pois ela entendeu e chorou, sentiu o que o autor queria dizer. Passou aquela noite pensando no soneto e nos dois. Pela manhã resolveu mostrar para a mãe o poema que havia encontrado. Nunca foi muito interessada por estórias e mundos fantásticos, mas incentivava a filha, com um olhar de falso interesse respondeu: "bonito". Não, não era bonito, a menina sabia que a mãe não havia entendido o poema, e que há muito tempo não se interessava por suas conversas sobre personagens que não existem. Não era uma decepção, apenas uma confirmação.
      Um dos livros ela percebeu que já lera antes, descobriu ao abrir a primeira página e ler o título: "Dom Quixote". Entretanto, o outro não tinha nada escrito em nenhum lugar, não havia sequer uma informação sobre quando havia sido escrito e quem havia escrito. Apenas um grande nome logo na página que começava a estória, Possível, acabado e muito mais breve do que desejado. Estava certa de que realmente não se tratava de um dos melhores títulos, mesmo assim prosseguiu a leitura.
      Era um romance denso, ela não conseguia ler durante muito tempo, ficava com dor de cabeça, estranho pois nunca acontecera antes. Chorar era normal, mas a angústia que enchia seu peito a deixava desgastada. Os personagens se gostavam e curiosamente só o nome da amada do protagonista aparecia, Camila, inclusive o mesmo nome de sua mãe.
 Nas páginas finais, o que ela chamava de leito de morte, foi consumindo-a, até chegar as duas últimas. O final era triste, e terminava com um soneto já conhecido seguido por uma dedicatória escrita à mão:
       "Para a única mulher que amei em toda minha vida e que me nega o prazer de conhecer a minha filha, vou me embora Camila. Eu perdoô meus assassinos e saiba que você é a minha."
       Corre uma lágrima no rosto, o sentimento estava confirmado e a angústia era verdadeira, ela conhecia a história e não tinha mais dúvida, aquela era a letra do bilhete e do seu falecido pai.



 Escrito por Pedro Chrismann às 19h14
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Tempo procura resposta

E o tempo ainda procura resposta
para as perguntas que deixei
para as coisas que sonhei
para quem um dia amei
o tempo procura resposta

E o tempo seguindo
pq hj já é domingo
e ainda não fiz,
o que tinha que fazer

Pra que tentar achar resposta
Pra que vivemos nessa aposta imposta
pelo cotidiano, por mim,
vc ou qualquer fulano

O tempo já passou
não voltou sem respostas
não que as tenha conseguido
ele apenas não voltou

(Valdemar Dutra)



 Escrito por Pedro Chrismann às 17h39
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Desculpe pessoal... estou meio enferrujado... mas comentem, por favor. O Empada Literal só funciona se vcs lerem o que a gente posta. Beijos para todos

Incerteza!

Já me cansei de toda essa gentalha!!!

Hei de me desvincular deste mundo fétido.

Viva a anarquia! Que cada um faça o que quiser!

Viva o individualismo!

Se for pra ser toda essa pouca vergonha,

Que seja o que todos quiserem.

 

Se for pra ter uma república sem líderes,

Que seja um absolutismo em que todos são reis!

Viva a Bastilha! Viva o camponês! Viva a burguesia! VIVA O ESCRAVO!

Já que não sabemos o que somos, seja o que Deus quiser!

Se for para haver toda essa falta de identidade,

Que seja o que o alienado quiser.

 

Ouçam, vejam, farejem! SINTAM!

A podridão está logo abaixo do seu nariz.

De que adianta Lei Áurea

Se o menino de 10 anos corta cana?

De que adianta Lei Eusébio de Queiroz

Se o desempregado tem nadar até os EUA?

 

Meu Pai!

De que adianta sonhar

Se no primeiro passo da minha utopia

A burocracia amputa minhas pernas?



 Escrito por Pedro Augusto às 22h21
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Cultura em greve

        Voltando para casa, me deparei com uma faixa que me chamou a atenção. Ela estava pendurada em frente a casa onde morou Villa Lobos, e tinha os seguintes escritos: Cultura em greve.
        Fiquei pensando no assunto, "Ah!Agora descobri porquê não temos produzido nada excepcional nos últimos anos, a cultura estava e está em greve.", mas isso não vem ao caso, o que eu decidi foi que iria aderir ao movimento. Uma forma de auto-promoção um tanto quanto eficiente, me declaro em greve cultural, não produzirei mais nenhum texto, poema, música ou seja lá o que for, e as pessoas ficam esperando que um dia eu saia dessa greve e faça algo sensacional. A expectativa vende e é uma ótima estratégia para um escritor meia boca como eu.
        Melhor eu terminar por aqui, já estou começando a ser um fura-greve com esse texto todo, e deixo bem claro que só vou voltar quando eu tiver inspiração para fazer rimas ricas e raras, já estou cansado das pobres, medíocres e da repetição demasiada de palavras. Companheiros, sonho com uma melhor sonoridade, acompanhada de uma métrica mais correta em um texto onde o português é respeitado e melhor pontuado.



 Escrito por Pedro Chrismann às 23h18
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  Empada,

   Que legal que vocês vão vir para cá. Podemos sair com certeza, mas creio que nenhuma peça legal vai estar em cartaz. A Bienal começa dia 12 e eu estava afim de ir lá dar uma conferida. No Canecão vai tá tendo show dos "bambas do samba" e eu não gostaria de ir, é claro. Fiquei feliz de saber que vocês vão descer, algumas vezes isso aqui fica meio chato sem ninguém. É como aquela música da Marina Lima: "Solidão com vista para o mar...". Se vierem com dinheiro podemos sair pra comer em um lugar legal, tipo Outback.

    Amanhã dia das mães, mande um beijão pra sua. Gosto dela cara. Do teu pai também, mas é dia das mães.

    Bom que esteja gostando do livro, acertei então. Nos cds foi meio fácil...

    Agora só não entendi uma coisa, vocês vão descer para ir à aula da mãe do Mascavo?

                                                                                 Abraços saudosos

                                                                                          Pedrão



 Escrito por Pedro Chrismann às 14h37
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Pedrão,

Lembrastes muito bem. Pela última vez que estiver aqui postando, logo vi o título do blog e pensei: "Com certeza a nossa fase melancólica passou" e pensei mais ainda, me encontro meio que numa fase social. Lima Barretoe Saramago foram grandes influências para acontecer isso. Aliás, o Ensaio sobre a Cegueira é SENSACIONAL!!! O livro retrata o comportamento humano de uma forma que eu nunca havia visto antes.

 

Aproveitando a deixa, semana que vem eu to partindo pro Rio com Maska e Lacerda, a gente deve ficar na casa do Negão mesmo, a mãe dele vai dar aulade citologia e biologia lá na UERJ!!! Fora isso, eu quero ir ao teatro ou até mesmo à uma ópera, tudo depende.

 

Só isso cara, abração pra ti, to com mó saudade tua. E pode deixar q estou a publicar alguns textos.



 Escrito por Pedro Augusto às 11h54
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Carta ao Empada

Quebrando o ritmo de poemas do nosso blog, venho blogar algo sem sentido, um pedido.

Caro Empada,

   Creio que não necessitemos mais do "-melancólico-" no título do nosso blog. Pelo menos eu, não compartilho mais dessa melancolia. Como eu sou um simples gerente, e participante ativo deste blog, peço para que modifique.
Queria também que você publicasse mais textos aqui. Tenho escrito bastante, mas nada relevante para botar aqui. Estou preparando um conto, e me adaptando a esse novo estilo. Quando sair, se sair, eu coloco aqui se não ficar muito grande é claro.
   Percebi agora que podemos usar esse espaço como um correio moderno, melhor que o orkut que volta e meia não funciona direito. Podemos também compartilhar nossas visões e opiniões sobre livros. Estou lendo "Os sofrimentos do jovem Werther", muito triste por sinal(Detalhes interessantes: causou suicídios em massa, o Papa quis proibi-lo na época e Napoleão o tinha como uma obra prima, andava com o livro debaixo do braço e o havia lido cerca de 8 vezes). Goethe consegue fazer com que você se sinta o destinatário das cartas de Werther, e a partir deste ponto se torna um amigo e compartilha de seus sofrimentos. Quando eu terminar eu falo mais.
    Espero ter criado um novo jeito de nos comunicarmos, já que não nos encontramos na internet regularmente.

                                                                           Abraços
                                                                              Pedrão

PS: Esta "carta" provavelmente foi motivada pelo próprio livro.

 



 Escrito por Pedro Chrismann às 20h28
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Critica, conjuntura...

Que mundo é esse?

Olhem a discrepância de realidade de nossa Nação!

Melhor, deparem-se com nossa grande Enga-Nação!

De Barões de contas obesas e Plebeus de miséria farta.

 

Eis que venho aqui lhes fazer a crítica conjuntural,

Que pouco liga para rima ou métrica,

Mas sim, para o entendimento e compreensão da atual realidade.

Abram os olhos, meros expectadores do esdrúxulo espetáculo da vida!

 

H-I-P-O-C-R-I-S-I-A

Retrato escarrado da sociedade.

Sinto-me impuro, desgostoso, digo que todos aqui são displicentes

Tal o tamanho da alienação de todos vocês!

 

Sou o espelho moralista do mundo.

Multifacetado, 4 lados ao mesmo tempo.

Acomodado, consciente, criminoso...

E HOJE SOU HIPÓCRITA!

 

Sou apenas mais um insolente que não age,

Que fala e se cala,

Que faz e se recalca,

Que é patriota e destrói a nação!

 

Sou um paradoxo ambulante!

De sonhos inatingíveis,

De pensamentos impotentes.

Por favor, ajudem-me a criar um mundo novo...



 Escrito por Pedro Augusto às 16h57
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                                              Lágrima em urucum

No encontro do azul com azul claro
iluminado por essa forte luz pálida
tão fria quanto a morte
e quente como o sangue,
o sangue latino, que derramado na praça
dava um tom de urucum ao preto mal lavado

Sensibilizada a lágrima encontrava
essa forte cor de madeira mal cortada.
Os dois líquidos não se misturam,
a água jaz intacta,
em cima de um vermelho molhado.



 Escrito por Pedro Chrismann às 14h41
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Perfil do Pedrão


BRASIL,Homem, de 17 anos, Português, Inglês, Francês, Livros, Heavy Metal ICQ 99588427
Perfil do Empada


BRASIL, Homem, de 15 a 19 anos, Português, Inglês, Livros, Esportes, Amigos e PJE. ICQ158690500




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